ARTISTA

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EVANGELINA OLIVEIRA

@evangelina.oliveira

Evangelina Oliveira é geógrafa, formada pela Universidade Federal do Ceará (1972), com mestrado em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1980), e doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública - FIOCRUZ (2005). Estudou também na London School of Economics, de 1982 a 1984. De 1973 a 2010 trabalhou no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

Na década de 70, começa a explorar a fotografia para além dos registros de álbuns de família e, fascinada, seguiu alguns cursos introdutórios no Rio e em Londres, carregando a frustração de nunca ter tido a experiência de laboratório. Entre 1990 e 2014, o interesse pela fotografia limitou-se a acompanhar a produção de outros, mas a câmera permaneceu guardada. O retorno aconteceu já em plena era digital, descobrindo então que podia dispensar a química para trabalhar as fotos. Tendo iniciado a exploração destes recursos, rapidamente teve de reconhecer a necessidade de alguma disciplina, e o período da pandemia vem servindo para investir na organização e tratamento das fotos acumuladas. Em paralelo, participa de grupo de estudos de fotografia no Espaço Foto Contemporânea, e busca desenvolver sua capacidade de expressão

ATÉ QUE AS ÁGUAS SE AJOELHEM | 2021

 

VIVER . LEMBRAR . VIVER

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Dizer que nada morre enquanto viva estiver sua memória é um lugar comum, já tantas vezes repetido. Para além disso, vale lembrar que mesmo no nível celular a vida se constrói de memórias e que, mais forte que o ciclo nascer – viver – morrer, preso ao indivíduo, é o ciclo viver – lembrar – viver, que transita do indivíduo para o coletivo.

Em janeiro de 2021, minha mãe, uma lutadora, foi vitimada pela Covid. Ela era forte, corajosa, inteligente e tinha um coração que abarcava o mundo. Apaixonada pela família – o marido com quem viveu por quase 50 anos, filhas (e genros), irmãos, pais, avós, primos, sobrinhos, todas as crianças que considerava netas. Apaixonada pelos jovens, sempre, a convivência com os alunos na universidade fez-lhe falta. Apaixonada pelo Brasil, guardava esperança nos resultados da luta pelo futuro. Escritora admirada pela crítica e sempre longe dos holofotes. Uma presença forte que, de repente, falta.

Como viver esse luto, como organizar as memórias, como seguir o exemplo de superar e persistir? O presente trabalho é fruto desse processo.

ENTRE-LUGARES, TEMPOS | 2020

 

CONCERTO PARA O QUE PRECISA DE CONSERTO

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Este ensaio – ofício de quarentena – é uma tentativa de expressar, e uma esperança de comunicar, e acima de tudo, uma vontade de não deixar que a distração faça submergir ideias e sentimentos que neste período afloraram com força avassaladora: prisão, solidão, impotência, indivíduo, coletividade, fim, recomeço, resistência, passado, presente, futuro.

IMAGENS